Aparelho auditivos – Para que servem? Tipos e Adaptação

A perda auditiva, chamada popularmente de surdez, é um dos maiores problemas de saúde no mundo inteiro. No Brasil, são quase 10 milhões de pessoas que sofrem com essa deficiência, que está mais associada à idade.

Por sorte, os aparelhos auditivos existem – esses pequenos dispositivos eletrônicos foram desenvolvidos para que uma pessoa com perda auditiva possa ouvir, se comunicar e participar de maneira mais plena nas atividades do dia a dia.

Conheça mais sobre os aparelhos auditivos, como eles funcionam, os tipos que existem e as dificuldades de adaptação a eles.

Aparelhos auditivos

Para que servem os aparelhos auditivos?

Nosso órgão da audição tem três partes essenciais: a orelha externa, a orelha média e a orelha interna: a parte externa é basicamente uma concha acústica que faz a captação das ondas sonoras e as envia para o conduto auditivo até que atinjam e vibram a membrana do tímpano.

Tais vibrações são transmitidas para três pequenos ossos – o martelo, bigorna e estribo – que, por estarem perfeitamente articulados, são a “porta de entrada” do ouvido médio.  Por ali, há uma janela oval – parecida com um caracol e com nome de cóclea – que possui um revestimento de células ciliadas bastante sensíveis que captam as ondas sonoras mecânicas e as transformam em ondas elétricas.

Essas ondas elétricas são conduzidas para o cérebro através do nervo auditivo.

Curiosamente, os problemas de audição podem atingir essas três partes da orelha, porém aqueles que acometem a orelha externa são mais simples de serem tratadas. Já os problemas nos ossos da orelha média (martelo, bigorna e estribo) podem ser resolvidos por cirurgia.

Os piores problemas de audição são justamente nas células ciliadas da cóclea – e é aqui que entra a necessidade de uso dos aparelhos auditivos. Tais aparelhos irão:

  • Ajudar a amplificar os sons,
  • Aumento da atenção e menor risco para a segurança pessoal,
  • Aumento da saúde geral e psicológica,
  • Garantir que a pessoa possa se comunicar com outras pessoas sem complicações,
  • Maior capacidade para aprender novas tarefas,
  • Melhorar a acuidade auditiva,
  • Menor perturbação da memória,
  • Redução do estresse, negativismo e irritabilidade.

Os primeiros aparelhos auditivos, ou pelo menos algumas tentativas de resolver tais problemas de audição, começaram a aparecer no final do século XIX. Já os aparelhos como conhecemos hoje só iniciaram seu desenvolvimento a partir da década de 1950.

Tipos de aparelhos auditivos

A principal finalidade de um aparelho auditivo é amplificar as ondas sonoras. Todos os tipos existentes de aparelhos auditivos são compostos por:

  • Microfone: irá captar os sons e transformá-los em sinais elétricos,
  • Computador: manipulará tais sinais e os adaptará conforme a perda auditiva,
  • Amplificador: para aumentar a intensidade dos sinais do microfone,
  • Receptor: irá converter os sinais elétricos do amplificador para sinais auditivos acústicos, assim a pessoa poderá ouvir.

É importante frisar que o aparelho auditivo não deve ser escolhido conforme a sua estética, mas sim com as suas funcionalidades aliadas às necessidades de cada pessoa.

Os principais tipos de aparelhos auditivos presentes no mercado hoje são:

  1. Microcanal (CIC):

É composto por uma única peça que se encaixa no canal auditivo – somente uma pequena parte do aparelho fica à mostra e é considerado o menor modelo atualmente.

Sua indicação varia para casos de perda auditiva leve a moderada.

  1. Intracanal (ITC):

Posicionado no canal auditivo, o aparelho também é formado por uma só peça que pode ser moldada. Suas indicações também são as mesmas que o microcanal, mas principalmente para quem precisa de maior amplificação e maior controle da audição.

  1. Intra-auricular (ITE):

É um tipo maior e feito sob medida que se encaixa dentro da parte externa da orelha. Tem boa potência na amplificação do som e, por isso, é indicado até para a perda auditiva severa.

  1. Retroauricular (BTE):

É o tipo mais potente e indicado para todos os graus de surdez. Tem maior resistência, facilidade no manuseio, maior opção de programação e fica “escondido” atrás da orelha.

  1. Receptor no canal (RIC):

É um modelo evolutivo do modelo retroauricular. Podendo medir até menos de 1 centímetro, esse aparelho possui alta potência e é ligado ao canal auditivo por meio de um fio fino e transparente que conta com um receptor na ponta.

Adaptação aos aparelhos auditivos

Muitas dúvidas sobre o uso dos aparelhos auditivos podem acabar surgindo e a melhor maneira de saná-las e entrando em contato com o seu médico otorrinolaringologista – é esse profissional que se responsabiliza pela indicação do melhor aparelho auditivo para cada pessoa e somente ele poderá explicar como acontece a adaptação, quais são os principais receios e quanto tempo isso vai levar.

As maiores dificuldades quanto ao uso de um aparelho auditivo podem ser relacionadas aos cuidados e limpeza do aparelho, mas também pela comodidade e da própria adaptação ergonômica. Tudo depende das capacidades que uma pessoa tem para se adaptar e até mesmo do problema auditivo que está sendo tratado.

A dica é fazer uso do aparelho auditivo o máximo de tempo que puder durante o dia para se acostumar mais rápido, além de explorar novas situações com o mesmo (ambientes silenciosos ou com muito barulho, por exemplo).

Existem pessoas que podem desistir do uso completo do aparelho auditivo simplesmente pela falta de colaboração ou mesmo pela ineficácia do aparelho quando a perda de audição estiver muito comprometida.

O período de adaptação ao aparelho auditivo pode ser longo, mas é fundamental que você tenha paciência e compreensão de que isso é o melhor para a sua saúde.


Referências utilizadas neste conteúdo:

http://www.audioclean.com.br/audicao/entendendo-perda-auditiva

https://www.aeraparelhosauditivos.com.br/guia-rapido-conheca-os-tipos-de-aparelhos-auditivos-e-suas-indicacoes/

http://www.aeraparelhosauditivos.com.br/como-se-adaptar-aos-aparelhos-auditivos/

 


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