Cirurgia de hiperidrose no SUS (suor excessivo) – Como solicitar

Hiperidrose é o nome de uma condição médica que se caracteriza pelo suor excessivo, ou seja, quando uma pessoa transpira de maneira anormal e aumentada. Embora não pareça um problema sério, quem tem sabe o quanto a hiperidrose pode afetar o físico e o emocional.

Os tratamentos variam conforme a gravidade do problema – em quadros mais graves, o suor excessivo pode exigir cirurgia. E é isso que você vai descobrir hoje: como fazer a cirurgia de hiperidrose no SUS (Sistema Único de Saúde).

Além disso, entenda mais sobre o suor em excesso, quais os outros tipos de tratamento, onde procurar ajuda para fazer a cirurgia via SUS e muitas informações essenciais!

hiperidrose

Sobre a hiperidrose

Atualmente, a hiperidrose atinge aproximadamente 1% da população do planeta, o que pode parecer pouco, mas é uma condição muito desagradável para quem a tem. A sudorese excessiva acontece independentemente da existência de fatores, como a prática física, o calor ou mesmo momentos de raiva ou medo.

Nesse caso, a hiperidrose tem uma causa distinta: a hiperfunção das glândulas sudoríparas, mas que decorrem de fatores emocionais, hereditários ou de doenças.

Esse suor excessivo pode acometer diversas partes do seu corpo, entre as quais destacam-se: as axilas, as palmas das mãos, o rosto, a cabeça, a planta dos pés e a virilha.

Existem dois tipos de hiperidrose: a primária focal e secundária generalizada:

  • Hiperidrose primária focal: surge na infância ou adolescência, mas não acontece durante o sono ou em repouso, afetando áreas como mãos, pés, axilas, rosto ou cabeça. Geralmente, o problema é genético (há mais pessoas na mesma família com este problema),
  • Hiperidrose secundária generalizada: surge na fase adulta, decorrente de uma condição médica ou como efeito colateral de algum medicamento. Pode acometer todas as áreas do corpo e até regiões mais incomuns, podendo até acontecer durante o sono.

Para fazer o tratamento da hiperidrose, é fundamental que se descubra a causa da condição deste suor excessivo (se for alguma doença ou medicação). Entretanto, quando é hiperidrose primária, alguns tratamentos estão disponíveis – sendo que a última etapa é a cirurgia:

  • Uso de antitranspirantes,
  • Medicações anticolinérgicas que impedem que ocorra a estimulação das glândulas sudoríparas,
  • Iontoforese: procedimento que faz uso de eletricidade para o suor excessivo de mãos e pés,
  • Toxina botulínica tipo A.

Caso não haja eficácia com esses tratamentos clínicos, a simpatectomia torácica endoscópica (STE) é indicada.

suor excessivo

Cirurgia de hiperidrose no SUS

Quando você não conta com um plano de saúde, a melhor alternativa é procurar o Sistema Único de Saúde (SUS) – mas você deve seguir alguns passos corretos para solicitar a sua cirurgia de hiperidrose.

Tenha em mãos seus documentos principais, como o RG e CPF, e o Cartão do SUS e dirija-se à Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua casa. A primeira etapa é passar por uma consulta com um clínico geral da UBS, pois é ele o médico responsável em fazer a sua primeira avaliação e dizer se você realmente precisa de um especialista em dermatologia ou endocrinologia.

Na consulta com o especialista, provavelmente você iniciará pelos tratamentos mais simples, afinal a cirurgia de hiperidrose é recomendada para casos mais graves e quando não há eficácia comprovada pelos outros procedimentos.

O especialista irá, portanto, quando chegar a hora da cirurgia, fazer a solicitação desta, devendo você encaminhar para autorização na própria UBS e aguardar a resposta – o tempo de espera é variável, assim como a própria fila de espera para esta cirurgia eletiva.

Dependendo de sua cidade, a cirurgia de hiperidrose pode até demorar 2 anos.

Como é feita a cirurgia de hiperidrose?

Chamada de simpatectomia, a cirurgia para suor excessivo, é um procedimento rápido, bastante seguro e definitivo para esse problema.

A cirurgia pode ser feita tanto na região do tórax, como na região do abdômen – dependendo do local em que há maior suor em excesso. Com o paciente anestesiado, se realiza dois cortes – um na região axilar e outro abaixo do peito, em ambos os lados. Por ser feito através de videotoracoscopia, o nervo simpático (por isso o nome simpatectomia) é alcançado e pode ser realizado com grande eficácia.

Qualquer pessoa pode realizar a cirurgia de hiperidrose e a faixa etária permitida é ampla, sendo que há contraindicações para:

  • Crianças com menos de 7 anos,
  • Pacientes com histórico de doenças grave pulmonar ou cardiológica.

Como todo procedimento cirúrgico, há riscos. O principal deles nesta é a hiperidrose compensatória, isto é, a hiperidrose rebote – o surgimento de sudorese em outras regiões que até então não apresentavam problema. Esse risco pode afetar entre 30% a 80% das pessoas que passam pela cirurgia de hiperidrose.

Por sorte, a hiperidrose compensatória acaba não sendo tão grave quanto aquela hiperidrose que o paciente tinha. Sendo assim, a qualidade de vida tem uma boa melhora através dessa cirurgia.


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