DIU: o que é? É seguro? Informações completas aqui

DIU é uma sigla da área da ginecologia, que significa “dispositivo intrauterino”, um método contraceptivo que tem um formato de “T”, que é inserido dentro do útero. Com uma versão disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS), o DIU não é uma preferência das mulheres – e isso não tem relação com a eficácia.

O DIU é famoso por ter um índice de falha que varia entre 0,2 a 0,8% – valor este muito abaixo dos 9% que a pílula anticoncepcional tem. Mas, a grande maioria das mulheres desconhece o DIU e como ele funciona. Por isso, descubra mais sobre este sistema contraceptivo, que gera muita desconfiança entre o sexo feminino!

Tipos de DIU e como eles funcionam

DIU: o que é? É seguro? Informações completas aqui.

O dispositivo intrauterino, DIU, é uma pequena haste que é colocada dentro do útero, por um tempo determinado, trabalhando com o intuito de liberar substâncias que transformam o órgão em um local “hostil” para o espermatozoide. Isso faz com que se impeça a fecundação do óvulo.

Na realidade, você vai se deparar com dois tipos de DIU:

  1. DIU de cobre;
  2. DIU de Mirena.

O DIU de cobre, como pode-se prever pelo nome, é uma haste que possui revestimento do metal cobre. Como ele atua:

  • Há liberação de pequenas quantidades de cobre no útero, o que causa certas alterações no endométrio, no muco e na motilidade das trompas;
  • Acontece uma reação inflamatória, que não faz mal para o organismo, mas faz com que a região se torne uma“inimiga” do espermatozoide.

o DIU de Mirena é um dispositivo que atua da mesma forma que o DIU de cobre, causando alterações no útero para impedir a gravidez, mas além das reações inflamatórias, este tipo de DIU tem, em sua estrutura, o hormônio progesterona.

O hormônio é liberado aos poucos e em pequenas quantidades, para que seja absorvido pela corrente sanguínea, mas ele se restringirá mais ao útero.

O DIU de cobre possui um risco de gravidez de 0,7%, enquanto que o DIU de Mirena tem somente 0,2%.

Vantagens e desvantagens do DIU

Em ambos os tipos de DIU, pode-se afirmar que a vantagem principal é evitar a gravidez indesejada, pois o método faz com que a reação inflamatória interfira na migração dos espermatozoides, na fertilização e no transporte do óvulo.

Mas, não somente isso, o DIU tem uma série de benefícios. Saiba quais são:

  • Não afeta as relações sexuais;
  • Não exige alerta diário para não esquecer do método;
  • Pode ser removido quando você quiser;
  • Pode ser colocado ainda durante a lactação;
  • É indicado para mulheres que possuem contraindicações no uso de estrogênio.

O DIU de Mirena, por exemplo, pode ainda auxiliar as mulheres que estão entrando na menopausa, pois reduz o fluxo menstrual e ainda é benéfica para quem tem endometriose.

O DIU de cobre tem duração média de 10 anos, enquanto que o de Mirena possui duração de 5 anos. O de cobre tem um baixo custo (o preço vai de R$70,00 a R$100,00), além de estar presente de forma gratuita no SUS. Já o de Mirena é um pouco mais caro, sem contar a necessidade de pagar a colocação – dependendo do médico, o preço é bem variável –, podendo chegar aos R$600,00.

Claro que existem algumas desvantagens, sendo também importante conhecê-las:

  • Aumento do fluxo menstrual e das cólicas (DIU de cobre);
  • Dor durante a colocação;
  • Pequeno risco de perfuração uterina durante a colocação;
  • Sangramentos discretos e independentes do período menstrual (DIU de Mirena);
  • Leve aumento de peso (DIU de Mirena).

Embora raros, o uso do DIU pode aumentar o risco de infecções vaginais.

Indicações e contraindicações do DIU

DIU: o que é? É seguro? Informações completas aqui.De modo resumido, é fundamental que se entenda que a escolha do melhor método contraceptivo depende de vários fatores, inclusive de avaliação das necessidades e preferências de cada mulher.

O DIU é indicado para qualquer mulher com idade superior a 14 anos e que é sexualmente ativa, além de:

  • Não ter fatores de risco para doenças inflamatórias pélvicas;
  • Quem já tenha filhos e precisa de um método cômodo;
  • Que sofre de endometriose;
  • Que está em período pós-menopausa.

Estas duas últimas indicações, como comentado anteriormente, estão relacionadas ao DIU de Mirena.

Como contraindicações, o DIU não deve ser colocado em mulheres que possuem:

  • Anormalidades anatômicas do útero;
  • Infecção ginecológica ativa;
  • Gravidez presente;
  • Suspeita de gravidez;
  • Câncer uterino;
  • Sangramento ginecológico sem origem esclarecida.

Primeiramente, faz-se o tratamento do problema para depois conversar com o médico sobre a decisão de inserção do DIU.

Como é inserido o DIU?

O DIU tem sua inserção permitida em qualquer dia do ciclo menstrual, excluindo-se qualquer caso de gravidez, pós-parto ou pós-abortamento.

Na verdade, a inserção do DIU, em casos de pós-parto, deve ser imediata (no máximo, até 10 minutos após a saída da placenta), pois garante menos chances de expulsão. Porém, é ainda possível que se insira o aparelho até 48 horas após o parto. Se passar esse período, é necessário aguardar 40 dias.

Durante a cesariana, por exemplo, a mulher pode solicitar a inserção do DIU.

Em abortos espontâneos ou induzidos, o DIU de cobre pode ser colocado logo após a curetagem ou aspiração manual intrauterina, somente tomando o cuidado para que não exista quadro de infecção.

O DIU é bem simples de ser inserido:

  1. A implantação pode ocorrer no consultório do seu ginecologista, que aproveita para fazer um exame ginecológico, a fim de descartar qualquer alteração anatômica e infecção;
  2. A seguir, deitada em posição ginecológica – de barriga para cima, com joelhos flexionados e afastados –, o médico faz uma limpeza do colo do útero com um produto antisséptico, para prevenir infecções;
  3. O médico também avalia a posição, o tamanho e a mobilidade do colo uterino antes de inserir o DIU;
  4. Com a ajuda de um espéculo, para abrir o canal vaginal, o médico insere um aplicador que carrega o DIU;
  5. Lentamente, o DIU é alojado no fundo do útero.

Uma fina cordinha que está ligada à parte inferior do dispositivo fica localizada dentro da vagina. Essa cordinha auxilia no momento de extração do DIU e se localiza próximo à saída do colo do útero.

A adaptação do DIU varia de mulher para mulher, mas é comum que se sinta cólicas após o procedimento – esse leve desconforto pode ser sanado com a prescrição de um medicamento, se for necessário.


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