Fluoxetina: indicações, posologia, cuidados necessários e mais.

Fluoxetina é um medicamento indicado para o tratamento de doenças psicológicas, sendo a principal a depressão. Além de ser conhecido como Fluoxetina, o fármaco também pode ser encontrado com os nomes comerciais de Prozac e Eufor 20.

Veja aqui como ela funciona em pacientes, quais são os sintomas das reações adversas causadas por este medicamento e até mesmo como é o tratamento de Cloridrato de Fluoxetina. Acompanhe abaixo.

Fluoxetina: principais indicações

  • Depressão, podendo estar ou não associada à ansiedade;
  • Bulimia nervosa;
  • TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo);
  • TDPM (Transtorno Disfórico Pré-Menstrual);
  • Disforia;
  • Irritabilidade.

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Como a Fluoxetina funciona

O medicamento estimula a produção e o aumento da quantidade de serotonina no cérebro, substância que é um neurotransmissor responsável por proporcionar a sensação de bem-estar.

Justamente por incrementar os níveis de serotonina, a Fluoxetina consegue inibir, com sucesso, sintomas da depressão e ansiedade, inclusive da bulimia nervosa, TOC e TDPM.

É importante salientar que a resposta ao medicamento pode não ocorrer de forma imediata, o que significa que pode ser que demore alguns dias para que o paciente se beneficie completamente da Fluoxetina. Esse tempo de resposta varia de acordo com o organismo do paciente.

Posologia do medicamento

A Fluoxetina é administrada via oral, em comprimidos, sem a necessidade de ser junto às refeições. A posologia e dosagem ideais variam de acordo com as doenças a serem tratadas:

  • Depressão: dose corresponde a 20 mg/dia;
  • Bulimia nervosa: dose igual a 60 mg/dia;
  • TOC: dose de 20 mg/dia a 60 mg/dia (dependendo do caso paciente);
  • TDPM: dose de 20 mg/dia. Neste caso, a paciente deve fazer a administração contínua durante o ciclo menstrual ou intermitente, começando 14 dias antes da menstruação até o início do fluxo menstrual.

É possível que o médico recomende ao paciente uma dose diária personalizada, de acordo com seu quadro. Seguindo essa orientação, será mais fácil tratar pontualmente a doença.

Caso se esqueça de administrar o medicamento no horário que está acostumado ou foi receitado, o correto é tomar assim que se lembrar. Deve-se, somente, ter o cuidado de não ultrapassar a dose máxima diária, para não correr o risco de sofrer efeitos colaterais por superdosagem.

Quais são os efeitos colaterais?

Alguns pacientes podem enfrentar efeitos colaterais ao fazerem uso da Fluoxetina, principalmente durante a fase inicial, que é a de adaptação do organismo. Neste período, é possível ter sintomas como:

  • Boca seca;
  • Má digestão;
  • Náuseas e vômitos;
  • Diarreia;
  • Prisão de ventre;
  • Alterações no paladar;
  • Diminuição do apetite;
  • Perda de peso;
  • Distúrbios do sono;
  • Erupções e coceira na pele;
  • Tremor;
  • Diminuição do desejo sexual;
  • Contração muscular involuntária;
  • Fadiga;
  • Visão turva;
  • Perda de cabelo.

Não é indicado que ele seja consumido para somente perda de peso, pode ser que uma doença mais grave seja causada pelo excesso de recaptação de serotonina, como por exemplo, algum transtorno obsessivo e muitos outros. Por isso, fique dentro da dose recomendada.

Contraindicações

Fluoxetina: indicações, posologia, cuidados necessários e mais.

Como todo medicamento, a Fluoxetina possui algumas contraindicações, que devem ser consideradas antes de iniciar seu consumo, para não gerar outros problemas de saúde. O remédio é contraindicado para:

  • Pacientes menores de 18 anos;
  • Alérgicos à Fluoxetina ou qualquer outro excipiente presente na fórmula do medicamento;
  • Pacientes que estão usando IMAO (Inibidor da Monoamino Oxidase), reversível ou não. O Parnate e Aurorix são exemplos de IMAOs. Neste caso, o paciente deve suspender o uso dos inibidores por, no mínimo, 14 dias e só então iniciar o tratamento com Fluoxetina. Esta recomendação é importantíssima, porque a combinação IMAO e Fluoxetina pode ser fatal.

Fluoxetina: cuidados necessários

  • Pacientes com histórico de convulsão devem comunicar esse fato ao médico, para receberem uma prescrição de dosagem personalizada, com a finalidade e evitar complicações;
  • Diabéticos devem ter sua dose de insulina ou hipoglicemiante oral ajustada durante o tratamento com Fluoxetina, porque o medicamento pode influenciar na hipoglicemia e hiperglicemia;
  • Casos isolados de ideação de suicídio foram relatados por pacientes durante e logo após a interrupção do uso de Fluoxetina. Portanto, há uma chance, ainda que mínima, de ter pensamentos suicidas. Se vivenciar algum, informe-o ao seu médico;
  • Pacientes com pressão intraocular alta ou que tenham risco de glaucoma de ângulo estreito agudo devem comunicar essas condições ao médico, que indicará uma dose diária personalizada, para evitar problemas oftalmológicos;
  • Deve-se evitar dirigir automóveis ou operar máquinas por um período, porque o medicamento pode causar interferência na habilidade de ação, julgamento e pensamento do paciente;
  • Pacientes que tomam medicamentos metabolizados pelo fígado, remédios que agem no sistema nervoso central, ácido acetilsalicílico ou anti-inflamatórios, não estereoidais, devem comunicar ao médico que estão realizando esses tratamentos, para evitar interações medicamentosas.

Referências Utilizadas Neste Conteúdo:

http://www.repositorio.unifesp.br/handle/11600/4761

http://www.latamjpharm.org/trabajos/25/4/LAJOP_25_4_1_11_014SWOGC4X.pdf

https://www.researchgate.net/profile/Orlando_Fatibello-Filho2/


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