O que é a hipertensão arterial: quais são as causas e como controlar.

A hipertensão arterial, mais comumente conhecida como pressão alta é uma situação em que a pressão arterial atinge níveis superiores a 14 por 9. Quando a pressão arterial está alta o fluxo sanguíneo (ou seja, o fluxo de sangue que ocorre dentro das veias) é elevado e, portanto, os vasos sanguíneos, que são sensíveis, para conseguir suportar esse aumento no fluxo, acabam por se endurecer o que poderá, no futuro, ocasionar em uma obstrução e gerar um infarto, caso seja no coração, ou um AVC, caso seja no cérebro.

Por isso, é muito importante estar atento à pressão arterial, sendo que esta é uma doença que ataca qualquer pessoa, sem existir um grupo específico que tenha maior ocorrência. Segundo pesquisas da Sociedade Brasileira de Hipertensão, uma, a cada quatro pessoas, possui pressão elevada. Portanto, estima-se que esta seja uma doença que atinge 25% da população, sendo responsável 40% dos infartos, 80% dos derrames e 25% dos casos de insuficiência renal terminal.

Causas da pressão alta?

 

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A pressão alta não possui uma causa específica, sendo que cientistas acreditam que o principal fator de desenvolvimento seja o fator hereditário, seguido de hábitos alimentares. Sabe-se, por exemplo, que o consumo em excesso de sal poderá elevar os níveis de fluxo sanguíneo e a perda da elasticidade das artérias, tornando-as mais rígidas.

O descuido com a alimentação é o principal fator, ou ainda, o consumo de produtos com baixa qualidade, sendo que um dos grupos que apresentam o maior fator de risco são pessoas de baixa renda, que consomem produtos preparados com elevados níveis de sal, um dos maiores causadores da pressão alta.

Além do histórico familiar e a idade – quanto mais velha maiores as chances de desenvolver hipertensão – , o consumo de álcool diariamente (mais de 2 copos de vinho ou 2 de cerveja) aumenta duas vezes mais o risco de hipertensão.

Outros fatores que contribuem para o desenvolvimento da hipertensão são sedentarismo, obesidade, colesterol alto e o uso de anticoncepcionais, apresentando elevado risco de vida para as mulheres, principalmente quando aliado ao tabagismo.

Como controlar a pressão

 

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É possível ter controlo dos níveis de pressão arterial por meio de tratamento naturais. O primeiro é a prática de exercício físico 5 vezes por semana, além de uma dieta equilibrada, que favorece o emagrecimento e a redução do consumo de sal. Existe um estilo de dieta, denominada DASH, rica em frutas, verduras, cereais integrais, derivados do leite e pobre em gorduras, açúcares, carne vermelha que é indicada para o controle arterial.

Além disso, para qualquer problema de saúde e para melhorar a qualidade de vida, indica-se a ingestão de pelo menos dois litros de água diariamente, o que contribui para o funcionamento adequado do corpo. Além disso, reduzir os níveis de estresse poderão contribuir para a o controle da pressão arterial, sendo que atitudes positivas e meditação proporciona sensação de bem estar.

Além disso, caso o seu médico indique o uso de remédios controlados, não se esqueça de fazer uso deles sempre nos mesmos horários, para que possam obter maiores resultados em seu organismo. Geralmente os médicos recomendam um intervalo de 8, 12 ou 14 horas, dependendo do quadro clínico, entre uma medicação e outra.

Os remédios para hipertensão podem ser divididos em:

  • Diuréticos, que atuam no rim e aumentam a eliminação de sal (Furosemida, Hidroclorotiazida, Indapamida ou Espironolactona);
  • Vasodilatadores, que relaxam as artérias para que elas não se tornem rígidas (Minoxidil e a Hidralazina);
  • Bloqueadores dos canais de cálcio, que também dilatam os vasos (Nifedipina, Amlodipina, Nicardipina ou Verapamil);
  • Inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECA) que impedem que seja produzida angiotensina, um hormônio que deixa a pressão alta (Captopril, Enalapril, Ramipril, Losartana, a Valsartana, Candesartana, Telmisartana ou Lisinopri) ;
  • Beta bloqueadores, que além de controlarem a pressão, também auxiliam na redução da frequência cardíaca (Propranolol, Atenolol, Carvedilol, Metoprolol e Nebivolol).

Contudo, não deixe de consultar um médico para saber qual o medicamento mais indicado para a sua necessidade, caso tenha desenvolvido hipertensão, sendo que apenas o médico poderá regular as doses e, inclusive, aumentar ou diminuir, sugerindo outros medicamentos, em casos que perceba que o paciente não reage bem com determinado. A automedicação apresenta um grande risco de vida. Cuide-se.


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