Leptospirose – Sintomas, Transmissão, Prevenção e Tratamento: Tem cura?

A leptospirose é uma doença infecciosa causada pela bactéria Leptospirainterrogans costumeiramente transmitida por animais como ratos, bois e porcos. A infecção acontece, principalmente, por meio do contato com água contaminada como em casos de enchentes. Como não há prevenção via vacinação, a principal forma de evitar a contaminação é adotando práticas de higiene pessoal e urbana.

Os principais órgãos afetados pela leptospirose são o fígado, o cérebro, os pulmões e os rins. Se não tratada, pode ocasionar a morte.

leptospirose sintomas

Sintomas da leptospirose

A leptospirose pode tanto apresentar sintomas, quanto ser assintomática. Os sinais da doença consistem em:

  • Cansaço;
  • Tosse;
  • Calafrios;
  • Náuseas;
  • Febre alta repentina;
  • Desconforto muscular (em particular na cabeça, tórax e panturrilha);
  • Olhos vermelhos;
  • Diarreia;
  • Desidratação;
  • Faringite; e
  • Manchas vermelhas pelo corpo.

Lembre-se que os sintomas podem sofrer variações de acordo com cada paciente, portanto, recomenda-se que toda pessoa que esteve em locais mal higienizados ou entrado em contato com água de enchentes ou rios, desconfie na presença de um ou mais sinais dispostos acima.

Transmissão

leptospirose transmissãoA maior incidência dessa doença concentra-se em países tropicais e subtropicais, principalmente em áreas que contam com condições sanitárias insatisfatórias, propensas a proliferação de roedores. Nesse sentido, apenas as regiões frias estão livres da leptospirose.

O processo de transmissão inicia-se em ambientes que sofreram enchentes e inundações. Posto isso, a urina de roedores, presente em esgotos e bueiros, mistura-se à água e lama. Uma vez que as Leptospiras presentes na água e/ou lama penetram no corpo humano através da pele, especialmente se houver algum arranhão ou ferimento, a pessoa poderá se infectar. Os sintomas costumam aparecer dentro de dois a 30 dias após o contato com o agente infeccioso.

É importante mencionar que lagoas, lagos, rios e terrenos baldios com a presença de roedores também podem facilitar a transmissão da doença. No que tange às pessoas que trabalham com animais, como veterinários e tratadores, por exemplo, essas podem adquirir a doença pelo contato com a urina de animais enfermos ou em recuperação.

Tratamento – Tem cura?

A leptospirose tem cura, no entanto, por ser considerada uma doença silenciosa precisa de diagnóstico rápido para impedir o avanço da infecção bacteriana. O tratamento para essa deverá ser orientado sempre por um médico, conforme os sintomas apresentados, haja vista que apenas ele poderá indicar a dosagem correta e a duração do tratamento. Os casos leves podem ser tratados em ambulatórios, ao passo que os casos graves precisam de internação na UTI.

Não interrompa o tratamento sem consultar previamente o seu médico, tampouco aumente a dose prescrita. Siga atentamente as instruções contempladas na bula e nunca se automedique.

Prevenção

Algumas medidas e cuidados podem ser tomados para prevenir a Leptospirose, como:

  • Lavar bem os alimentos antes de consumir, sobretudo verduras e frutas;
  • Tampar as caixas d’água;
  • Embalar o lixo; e
  • Usar luvas e botas de borracha ao trabalhar em locais que possam ser reservatórios da bactéria Leptospira.

O saneamento básico é uma condição de urbanização das mais eficientes para prevenção da disseminação da leptospirose, visto que a bactéria é resistente aos produtos comuns de limpeza como bicarbonato de sódio, água sanitária e cloro.


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