Meningite bacteriana e viral – Sintomas, Contágio e Tratamento

A meningite é uma doença que causa a inflamação nas meningites – as membranas que envolvem o cérebro e medula espinhal. Há vários tipos de meningite, podendo ser viral, bacteriana ou fúngica. Para cada uma delas existem sintomas específicos.

A doença é considerada endêmica no Brasil e de alta gravidade, já que a condição afeta o sistema nervoso, causa danos à saúde mental e tem razoável taxa de mortalidade. A população de maior risco são as crianças, que são mais suscetíveis à contrair a meningite bacteriana durante o inverno e, muitas vezes, confundem os sintomas iniciais com o de uma gripe comum.

Abaixo você aprende a identificar as diferenças entre os tipos de meningite e seus respectivos sintomas.

O que é meningite, como é o seu contágio, sintomas e cuidados necessários.Meningite Bacteriana

A meningite bacteriana, também conhecida como meningite meningocócica, é a mais grave, já que ela tem a capacidade de invadir os casos sanguíneos do organismo e provocar uma evolução rápida dos sintomas. Este tipo da doença alcança uma letalidade que vai de 15% a 25% dos casos.

Causas e transmissão

Os principais agentes transmissores da meningite são as bactérias que se instalam por meio das vias respiratórias. A doença é contagiosa, podendo ser transmitida de pessoa por pessoa por meio da saliva ou troca de fluidos.

Confira abaixo a lista de bactérias que podem causar a doença:

  • Streptococcus pneumoniae (pneumococo): a mais comum de todas, ela causa infecções no ouvido e até pneumonia. Há uma vacina disponível, para reduzir os riscos de contaminação dessa bactéria;
  • Neisseria meningitidis: conhecida por se espalhar pela corrente sanguínea depois de uma possível infecção no trato respiratório, ela é super contagiosa e costuma afetar principalmente adolescentes e jovens adultos;
  • Haemophilus influenzae: mais comum em crianças, foi finalmente controlada, recentemente, por meio de vacinas específicas. No Brasil, a vacina contra esse tipo específico de meningite é obrigatória na cartilha de vacinação da infância. Quando não prevenida, ela pode atingir tanto crianças quanto adultos, tudo por meio de uma possível infecção no trato respiratório;
  • Listeria monocytogenes: conhecida por não ter sintomas aparentes, ela costuma se aproveitar de gestantes, pessoas com imunidade baixa, recém nascidos e idosos.

As bactérias tem mais facilidade de se instalar em pessoas que tem rinite alérgica, sinusite crônica, pneumonia ou infecções no ouvido. Crianças com menos de 3 anos são as mais vulneráveis ao desenvolvimento da doença.

Sintomas da meningite bacteriana

  • Febre alta (acima de 38°C);
  • Vômitos;
  • Dores de cabeça;
  • Rigidez na nuca;
  • Confusão mental e dificuldade de concentração;
  • Sonolência e cansaço;
  • Perda de audição ou dificuldade para ouvir;
  • Dificuldades para movimentar o pescoço;
  • Manchas vermelhas pelo corpo.

Nos bebês, a doença provoca a elevação da moleira. Os sinais podem ser confundidos com casos de contaminação pelo vírus da dengue. A febre, sonolência e dores de cabeça são os sintomas mais comuns.  A meningite precisa de tratamento imediado para não deixar sequelas.

Meningite Viral

A meningite viral é conhecida por ser a menos perigosa. Na maioria das vezes, não é preciso nenhum tratamento para a cura. Ela é contagiosa. 

Os vírus que ocasionam a doença podem ser transmitidos por meio de alimentos, água e objetos contaminados. A doença é mais  fácil de ser contraída ao final do verão e no início do outono.

Sintomas da meningite viral

  • Febre persistente;
  • Rigidez no pescoço;
  • Dores de cabeça;
  • Falta de apetite;
  • Cansaço.

Os sintomas iniciais da meningite se assemelham ao de uma gripe e, por isso, podem ser relegados. Para identificar a doença é feito o diagnóstico com base na análise dos sinais físicos e mediante exames tomográficos para averiguar sinais de inflamações no cérebro.

O contágio da meningite viral acontece de pessoa para pessoa por meio de contato direto com secreções respiratórias ou saliva do doente.

Meningite fúngica

Mesmo que seja a versão menos comum da doença, ela pode gerar o quadro crônico, se não tratada corretamente. Seus efeitos são parecidos ou iguais aos da meningite bacteriana – a única diferença é que essa não é contagiosa.

meningite prevenção

Porque a meningite é perigosa?

A meningite é perigosa porque afeta uma região muito sensível do corpo humano – as meninges que envolvem o cérebro e medula espinhal. Qualquer lesão nestas regiões podem causar sequelas mentais e físicas graves. A paralisia, por exemplo, é provocada quando há o vazamento do líquido cefaloraquitidiano.

Sequelas

A meningite é considerada um problema de saúde pública pela Organização Mundial da Saúde dado as sequelas que deixa. No caso da bacteriana as possíveis situações são:

  • Perda de audição;
  • Retardo mental;
  • Paralisia;
  • Danos no sistema nervoso central;
  • Convulsões;
  • Perda de memória;
  • Dificuldades de aprendizado;
  • Perda de cognição;
  • Problemas lombares;
  • Morte.

Tratamento

O tratamento inicia logo após o diagnóstico, geralmente feito com antibióticos intravenosos e medicamentos à base de cortisona, de modo a reduzir possíveis complicações futuras.O antibiótico varia de acordo com a bactéria que está alojada no corpo. Não é recomendado o uso de antinflamatórios. Analgésicos podem ser utilizados para aliviar a dor.

No caso da meningite meningocócica. é preciso que seja tratamento imediato para evitar lesões no sistema nervoso. O uso dos medicamentos deve começar logo após o diagnóstico da meningite. Não se automedique ou interrompa o uso dos remédios sem autorização médica.

Para a meningite viral, o tratamento não é obrigatório, isso porque ela aparece rapidamente e passa depois de algumas semanas. Os médicos indicam repouso, hidratação e uso de medicamentos para alívio das dores. Em casos específicos, é utilizado um antiviral.

Já na meningite fúngica, o tratamento é feito por meio de fungicidas, porém é comum que o paciente sofra com efeitos colaterais, por isso só irá usar caso realmente seja comprovado a infecção causada por fungos.

Quais são os fatores de risco?

  • Faixa etária: a viral costuma afetar crianças de até cinco anos, porém, em sua forma bacteriana, ela atinge até adultos que estão na faixa etária de até 20 anos de idade. Gerada pelo vírus Listeria monocytogenes, pode atingir idosos também;
  • Morar em grandes centros urbanos: principalmente quem vive em locais fechados e com muito contato com outras pessoas, há o aumento de risco de adquirir a doença;
  • Mulheres grávidas;
  • Pessoas com o sistema imunológico desequilibrado: pessoas com Aids, diabetes e usuários de drogas injetáveis.

O que é meningite, como é o seu contágio, sintomas e cuidados necessários.

Tratamento

Para a meningite viral, o tratamento não é obrigatório, isso porque ela aparece rapidamente e passa depois de algumas semanas. Os médicos indicam repouso, tomar muita água e fazer o uso correto medicamentos para alívio das dores. Em casos específicos, é utilizado um antiviral.

O tratamento inicia logo após o diagnóstico, geralmente feito com antibióticos intravenosos e medicamentos à base de cortisona, de modo a reduzir possíveis complicações futuras. O antibiótico varia de acordo com a bactéria que está alojada no corpo.

Já na meningite fúngica, o tratamento é feito por meio de fungicidas, porém é comum que o paciente sofra com efeitos colaterais, por isso só irá usar caso realmente seja comprovado a infecção causada por fungos.

Caso esteja com a doença, veja, abaixo, quais são os cuidados necessários a serem tomados:

  • Avise as pessoas de convivência, seja no trabalho, na escola ou na faculdade de que há um caso de meningite;
  • Incentive cuidados com a higiene como lavar sempre as mãos, especialmente antes das refeições;
  • Use e abuse da higiene pessoal;
  • Hidrate-se o máximo possível;
  • Use medicamentos e analgésicos recomendados pelo seu médico, principalmente aqueles que combatem a dor.

A duração do tratamento é variável de acordo com a situação de cada paciente, e deve ser recomendada por um médico especializado.

Remédios recomendados

  • Ampicilina Sódica;
  • Androcortil;
  • Amicacina;
  • Ceftriaxona Sódica;
  • Ceftriaxona Dissódica;
  • Ciprofloxacino;
  • Doxiciclina.

É importante que você só comece a se medicar se realmente for diagnosticado com a doença, além de que é preciso saber qual remédio o médico recomendará para o seu caso. Não faça automedicação. 

O que é meningite, como é o seu contágio, sintomas e cuidados necessários.

Prevenção

A meningite, geralmente, é resultado do contágio de outra pessoa, por isso é importante ficar atento. Ela é transmitida por meio de beijo, tosse, espirro e, também, compartilhamento de itens pessoais.

O que é meningite, como é o seu contágio, sintomas e cuidados necessários.

Confira, abaixo, algumas medidas básicas para se adotar e prevenir o contágio da doença:

  • Procure lavar as mãos com frequência;
  • Não compartilhe itens de uso pessoal;
  • Fortaleça o seu sistema imunológico;
  • Cubra a boca ao tossir e espirrar.

Vacinação

A melhor forma de prevenção ainda é a vacina, que entrou no calendário básico de vacinas no brasileiro a partir de 2010. Desde o aparecimento do preventivo, os números de ocorrências vêm diminuindo significativamente.

De acordo com relatórios do Ministério da Saúde, em 2014 foram registrados 15.347 casos da doença no Brasil. O número caiu para 12.636 em 2016 – ano em que houve a primeira campanha de vacinação contra meningite. Em 2017, os números diminuíram para 4.411 ocorrências.

vacina meningite

Desde 2010, o SUS (Sistema Único de Saúde) garante quatro doses de vacinas que fazem a prevenção contra uma série de doenças virais e bacterianas. São elas:

  • BCG – deve ser dada ao nascer
  • Pentavalente – Com doses aos dois, quatro e seis meses de vida
  • Meningocócica C – aos três e cinco meses de vida, aos 12 e 13 anos de idade
  • Penumocócica valente – aois dois, quatro, seis e 12 anos de vida

No sistema de saúde particular, as vacinas custam uma média de R$ 380,00 a R$ 590,00 reais. No entanto, as doses são prevista para todos os brasileiros nos postos de saúde, sem necessidade de agendamento da vacinação.

As vacinas não provocam reações. A que gera maior desconforto é a Meningocócica B que causa inchaço, dor no local e pode provocar cansaço. No entanto, desaparece em um ou dois dias.


Ajude a melhor ainda mais o site, avalie:

1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars (No Ratings Yet)
Loading...

Leave a Reply