O que é o reumatismo? Veja causas, tratamento e mais.

Tradicionalmente, reumatismo é considerado uma doença que atinge o aparelho locomotor, isso é, ossos, articulações, cartilagens, músculos, tendões e ligamentos. É corriqueiro relacionarmos essa palavra como se fosse sinônimo de osteoartrose ou artrite reumatoide.

Entretanto, cabe lembrar que há um grande número de doenças que podem desencadear desde a artrite até doenças de origem imunológica. Atualmente, a palavra reumatismo foi substituída pelo termo “doenças reumatológicas”. Sendo assim, mais importante do que dizer que o paciente tem essa enfermidade, o médico deverá identificar qual é e a origem, visto que o tratamento de cada uma costuma ser totalmente diferente.

Faz-se importante mencionar que algumas doenças reumáticas podem causar danos em algumas partes do corpo e alterar algumas funções, que podem atingir os rins, coração, pulmões, olhos, intestino e até mesmo a pele. Há diversas doenças reumáticas e as mais comuns são osteoartrite, também conhecida como artrose, fibromialgia, gota, tendinites e bursites, febre reumática e outras patologias que acometem a coluna vertebral.

Sintomas

 

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Os sintomas do reumatismo podem variar de acordo com a doença. Sendo assim, podem incluir:

  • Dor nas articulações (conhecido popularmente como “juntas”);
  • Dor nos membros;
  • Limitação funcional;
  • Falta de força muscular.

Todos esses sintomas reunidos comprometem diretamente a qualidade de vida do indivíduo, haja vista que podem surgir em qualquer momento do dia. As dores costumam ser mais amenas no calor e são mais comuns ao acordar.

Febre reumática

Essa doença acomete especialmente a população jovem, com pico de incidência entre os 5 e 15 anos de idade. Nas regiões subdesenvolvidas, estipula-se que cerca de 20 milhões de pessoas sofram de febre reumática, sendo essa a causa majoritária de óbito na população abaixo dos 50 anos.

Conhecida popularmente como reumatismo no sangue, a febre reumática consiste em uma complicação que pode ser desencadeada após o quadro de faringite causado pela bactéria Streptococcus. Nesse sentido, a febre reumática ataca o coração e suas válvulas levando a sua destruição.

A complicação pode acontecer da seguinte forma: um indivíduo saudável adquire a faringite ou amigdalite comum, com febre, dor de garganta e secreção (pus) nas amígdalas. Esse paciente, por diversas razões, não procura um médico e, portanto, não recebe o tratamento adequado com antibióticos. Com o passar do tempo, o sistema imune controla a infecção e a faringite pode desaparecer.

No entanto, a bactéria Streptococcuspyogenes possui uma proteína equivalente a presente em alguns tecidos do nosso corpo, como articulações e pele, por exemplo. Sendo assim, na tentativa de controlar a infecção, o sistema pode produzir anticorpos contra essa proteína que, concomitantemente, ataca a bactéria e todos tecidos, levando assim à sua destruição.

A febre reumática costuma surgir entre o período que compreende 1 a 4 semanas do início da infecção de garganta pelo Streptococcuspyogenes. Faz-se fundamental ressaltar que nem toda faringite apresentará a febre reumática como complicação. É sabido que vários germes podem causar dor de garganta e isso inclui vários tipos de bactérias e vírus. Além disso, é necessária uma predisposição genética para desenvolver a febre reumática.

A febre reumática costuma surgir com um quadro de febre alta e vem acompanhado de Poliartrite migratória, que é o sintoma mais comum e acomete 3 em cada 4 pacientes. Os sintomas do acometimento cardíaco incluem dor torácica, fadiga e o aparecimento de um sopro no coração, sinal esse que indica lesão em uma de suas válvulas. A cardite é outra grave complicação da febre reumática e ocorre em cerca de 50% dos casos.

Tratamento

 

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Os principais alvos do tratamento para febre reumática dispõem-se a destruir qualquer vestígio da bactéria Estreptococos no organismo, controlar a inflamação e prevenir outro episódio de febre reumática.

O tratamento é feito através da prescrição de:

  • Antibióticos específicos;
  • Medicamentos anti-inflamatórios, que aliviam a dor e reduz a febre; e
  • Medicamentos anticonvulsivos.

É fundamental que haja o repouso absoluto, além da redução da prática de atividades físicas por um período.

Apenas um médico poderá dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, tal como a dosagem adequada e a duração do tratamento. Siga as orientações do seu médico de maneira fidedigna e nunca se automedique.

A interrupção do uso do medicamento sem consultar o médico previamente pode acarretar uma nova prescrição com a dosagem muito maior. Nessa perspectiva, as complicações podem ser graves, sobretudo para as válvulas cardíacas.


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