O que é a sífilis? Leia aqui informações completas sobre essa doença

A sífilis é uma patologia passível de contágio, causada pela bactéria Treponema pallidum. A principal forma de transmissão da doença é pela via sexual desprotegida, mas também há outras duas possibilidades de contágio: contato com o sangue infectado (direto ou transfusão de sangue) e transmissão vertical (de mãe para filho, conhecida como sífilis congênita), em qualquer fase da gestação ou na hora do nascimento.

A sífilis congênita pode causar desde pneumonia e feridas no corpo, até má formação do feto e morte fetal. Já em relação aos adultos, a doença se apresenta de três maneiras diferentes: sífilis primária, secundária e terciária.

Veja aqui quais são os sintomas da sífilis, da sífilis secundária, quais são os principais sinais e sintomas da sífilis terciária, entenda qual é o tratamento sífilis, quais os efeitos no sistema nervoso e muito mais.

Sintomas dessa doença

O que é a sífilis? Leia aqui informações completas sobre essa doença.

Os sintomas variam de acordo com o estágio da doença, mas, nos dois primeiros, as manifestações são visíveis (como surgimento de pequenas feridas nos órgãos genitais, manchas vermelhas na pele, ínguas pelo corpo, mal-estar, inapetência, entre outros). Eles surgem dias após o contágio, dessa forma com os primeiros sintomas e o  diagnóstico sífilis devem ser feitos o quanto antes.

A doença também conta com o período latente da bactéria no organismo, momento praticamente assintomático e na qual o diagnóstico só pode ser feito com exames laboratoriais. Ao se despertar, a doença retorna de maneira mais agressiva e com maior probabilidade de sequelas. Por isso é importante ficar de olho pela bactéria, saber mais sobre os exames de quando não tratada os casos de sífilis, que até mesmo podem levar à morte.

Na fase terciária, os sistemas nervoso central e cardiovascular são comprometidos e há destruição de ossos e tecidos. É possível que essa fase demore dez anos para se manifestar.

Por isso é importante fazer exames de sangue com frequência, não somente para descobrir os estágios de sífilis, mas também os sinais de outras doenças que pode apresentar no corpo.

O período de incubação da bactéria é de, aproximadamente, 30 dias, mas não precisa esperar esse tempo para obter o diagnóstico. Caso você suspeite que entrou em contato com a doença, basta ir a um dos serviços de saúde do SUS, que oferece o teste rápido (TR) de sífilis. De fácil execução e sem a necessidade laboratorial, o resultado sai em 30 minutos, no máximo (podendo ser refeito após trinta dias da possível exposição, para a confirmação do diagnóstico).

Sintomas como febre, perda do apetite, mal-estar e fadiga também são frequentes, além do aparecimento, na virilha, de úlceras indolores, úlceras ou tumores semelhantes a verrugas nas genitais.

Também é comum dor de cabeça, erupção cutânea nas palmas das mãos e solas dos pés, dor de garganta, inchaço dos gânglios linfáticos ou perda de peso.

Por fim, como já explicado, segue sem sintomas aparentes até a fase final, que pode levar anos para manifestar-se. Sendo esse estágio o mais danoso, por apresentar prejuízos ao cérebro, aos nervos, aos olhos e até ao coração. A sífilis pode levar à morte, além de que também pode deixar várias lesões cutâneas semanas após na região do corpo inteiro e até mesmo após a infecção.

Sífilis tem cura?

A sífilis tem cura. O tratamento é simples e feito com antibióticos, especialmente a penicilina. É muito importante que o tratamento seja iniciado o mais rápido possível, a fim de diminuir o risco do surgimento de outras complicações (algumas delas irreversíveis, como aneurisma e demência) e também a propagação da doença.

Embora ainda haja tabus em relação às doenças sexualmente transmissíveis, é importante que a verdade seja estendida aos parceiros sexuais, para, eventualmente, poderem ser ambos medicados. Isso se deve ao fato de que, também, as úlceras genitais causadas pela doença são uma porta de entrada para a transmissão de outras doenças sexualmente transmissíveis, como a AIDS pelo vírus HIV.

Por isso é importante que você não fique sem camisinha, principalmente se não possui um parceiro sexual fixo, isso porque ela também é uma doença sexualmente transmissível de todos os jeitos.

Informações Gerais

O que é a sífilis? Leia aqui informações completas sobre essa doença.Considerada uma doença rara, com apenas 150 mil casos por ano no Brasil, pode se propagar por meio da relação sexual sem proteção, atingindo qualquer sexo e idade, sem distinção. Ainda mais independente se é primário ou secundário, a sífilis não é brincadeira.

A doença tem longa duração, podendo ser curada em dias ou semanas, no máximo, necessitando uma análise médica para diagnóstico correto, por meio de testes laboratoriais.

Contaminação

A contaminação pode vir por três formas:

  • Por produtos relacionados ao contato sanguíneo;
  • Da mãe para o filho na gravidez;
  • Por relação sexual sem proteção, seja anal ou oral.

O primeiro estágio da sífilis caracteriza-se por um processo (ferida) indolor no órgão genital ou na boca. Após a cicatrização, o segundo estágio inicia-se por uma erupção cutânea, que pode se dar no corpo todo, ou somente nas mãos e nos pés (com mais frequências), formando-se manchas avermelhadas umas próximas das outras. Eventualmente, pode-se sentir dor muscular.

Nunca acredite em sua própria habilidade de reconhecer a patologia ou se autodiagnosticar, sífilis é uma doença séria e deve ser tratada por um especialista. O quanto antes for tratada, melhores serão as chances de solução, sem gerar sequelas para o seu organismo. Devemos lembrar que é necessário acompanhamento clínico com um médico infectologista.

O Sistema Único de Saúde (SUS) fornece a assistência médica e o tratamento integral necessário, por uso de penicilina, para todas as regiões do país. Portanto, ainda que não tenha convênio médico, tanto a consulta inicial quanto o tratamento são oferecidos gratuitamente pelo Estado.

A melhor maneira de prevenir a sífilis é usando a camisinha durante as relações sexuais, sejam elas vaginais, anais ou orais.

Outra dica importante é: mulheres, antes de engravidar, façam o teste para confirmar se vocês são ou não portadoras da doença. Já durante a gestação, façam acompanhamento pré-natal.


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