Sintomas da dengue: veja aqui quais são os mais comuns e cuidados necessários.

Se existe uma doença que aparece com frequência nas mídias e assusta a população é a dengue, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. No Brasil, mais de 150 mil casos são registrados por ano e o número tende a aumentar no verão – época que o mosquito se prolifera.

Por ser uma doença infecciosa, os sintomas da dengue são confundidos com uma gripe. De toda forma, confira aqui os principais sintomas, quais os tipos de dengue, suas causas e, acima de tudo, como é o tratamento e a prevenção desta enfermidade!

Sintomas da dengue: quais são?

Sintomas da dengue: veja aqui quais são os mais comuns e cuidados necessários.

A dengue é um sério problema da saúde pública que envolve boa parte do planeta. Anualmente, reportam-se 390 milhões de casos da doença.

A infecção por dengue pode não apresentar sintomas, sendo assintomática. Dependendo o paciente, porém, alguns sintomas leves podem surgir.Em outros casos ainda, esta infecção pode provocar uma doença grave, levando o paciente à morte.

Normalmente, a dengue se manifesta com febre alta que se inicia de forma súbita e tem uma duração de 2 a 7 dias. Alguns outros sintomas podem surgir juntamente com a febre, como:

  • Coceira;
  • Dor atrás dos olhos;
  • Dor de cabeça;
  • Dores nas articulações;
  • Dores no corpo;
  • Erupção cutânea;
  • Fraqueza;
  • Náuseas;
  • Perda de peso;
  • Prostração;
  • Vômitos.

Na fase inicial – a febril – da dengue, como se pode perceber, é difícil de distinguir a doença. Entretanto, a forma grave da doença inclui outros sintomas mais característicos:

  • Acúmulo de líquidos (derrame pleural, derrame pericárdico, ascites);
  • Dor abdominal intensa e contínua ou ainda dor quando se apalpa o abdômen;
  • Queda abrupta das plaquetas;
  • Sangramento das mucosas ou outra hemorragia;
  • Vômitos persistentes.

A demora pelo correto diagnóstico pode afetar o tratamento e a qualidade de vida do paciente. Muitas vezes, os médicos negligenciam o caso, receitando remédios que pioram o quadro infeccioso.

Por isso, é fundamental que o médico realiza uma boa anamnese, com a solicitação de exames clínicos e confirmação laboratorial específica.

Causas e tipos de dengue

A dengue, como comentado, é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, que também é o responsável pela transmissão das doenças Zika e da febre Chikungunya.

Cabe destacar que a dengue não é transmissível de pessoa para pessoa, mas somente pelo mosquito que, depois de um período de 10 a 14 dias a partir da picada, irá transportar o vírus da dengue para o resto da vida.

A fêmea do mosquito deposita seus ovos em algum recipiente com água. Ao eclodirem, as larvas vivem nesse local por uma semana, mais ou menos, até transformarem-se em adultos – já estando prontos para picar as pessoas. O sangue será a fonte de alimentação das fêmeas, pois ele possui as proteínas necessárias para o desenvolvimento dos ovos.

A erradicação do mosquito é extremamente difícil, pois os ovos que carregam o embrião do mosquito podem suportar a seca por até um ano e ainda conseguem ser transportados por longas distâncias (quando grudados em bordas de recipientes, por exemplo).

No mundo, existem cinco tipos de vírus da dengue, porém no Brasil há circulação de apenas quatro: os sorotipos DENV 1, 2, 3 e 4 – cada um surgiu em anos diferentes no Brasil, mas abordam os mesmos sintomas e mesmas formas de tratamento.

Qual é o tratamento para Dengue?

Sintomas da dengue: veja aqui quais são os mais comuns e cuidados necessários.

Ainda não existe um tratamento específico para a dengue. O tratamento em si deve ser orientado por um médico a fim de assistir os sintomas – poderá ser usado algum analgésico para reduzir estes sintomas.

Em casos mais graves da doença, o paciente deverá ser internado para receber as medicações via intravenosa.

É importante lembrar que repouso e a ingestão de líquido são duas recomendações que devem ser seguidas. Além disso, nunca se deve usar medicamentos por conta própria ou interromper qualquer tratamento sem entrar em contato com o médico antes.

Embora exista uma vacina contra a dengue – aprovada no Brasil desde dezembro de 2015 –, ela só está disponível na rede privada e é recomendada para quem já teve contato com a doença.

Como prevenir a dengue?

Para não correr o risco de contrair a doença, a principal forma de prevenção é combatendo o mosquito. E isso acontece não permitindo que o mosquito se prolifere – para tanto, você pode seguir algumas dicas que o Estado sempre frisa:

  • Mantenha o domicílio limpo;
  • Elimine possíveis criadouros do mosquito;
  • Elimine a água parada dos recipientes que você encontrar;
  • Proteja-se utilizando roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia – período em que os mosquitos estão mais ativos;
  • Faça uso de repelentes e inseticidas;
  • Instale mosquiteiros, principalmente para pessoas que dormem durante o dia, tais como bebês, pessoas acamadas e trabalhadores noturnos;
  • Coloque areia nos vasos de plantas;
  • Tenha consciência sobre o seu lixo – não jogue lixo em valetas, valas e margens de riachos e córregos. Em sua casa, mantenha as latas de lixo bem tampadas;
  • Faça uma limpeza das calhas;
  • Dê atenção extra às piscinas, lagos caseiros e aquários.

Se você perceber qualquer foco do mosquito da dengue, você deve entrar em contato com a Secretaria da Saúde de seu município imediatamente.


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