Sintomas da febre amarela: veja aqui quais são os mais comuns

A febre amarela entrou novamente no rol de alerta da saúde pública no Brasil. A doença se classifica como infecciosa febril aguda, causada por um vírus e transmitida por vetores (mosquitos) – o Aedes aegypti na área urbana e o Haemagoguse Sabethe na área rural.

Desde o início de 2017, a febre amarela está causando preocupação para muitos estados. Por isso, é essencial que você saiba quais são os sintomas dela, além de:

  • Como é feita a transmissão;
  • Tipo de tratamento;
  • Riscos para a saúde;
  • Tem cura?
  • Como se prevenir.

Veja tudo isso, agora!

Sintomas da febre amarela

Sintomas da febre amarela: veja aqui quais são os mais comuns.

A febre amarela inicia seus sintomas a partir do momento em que os vírus invadem os vasos linfáticos, entrando na circulação sanguínea e infectando as células de vários órgãos, como o fígado, os rins, os pulmões, o coração, a mucosa do sistema digestivo e mesmo o cérebro.

Um dos sinais inicias da doença é a icterícia, isto é, o tom amarelado da pele e dos olhos da pessoa. Os outros sintomas são bem variáveis de pessoa para pessoa, podendo ser leves ou tão evolutivos que irão provocar complicações graves e até a morte. Veja só quais são os sintomas dessa enfermidade:

  • Calafrios;
  • Dor de cabeça intensa;
  • Dor no corpo em geral;
  • Dores nas costas;
  • Fadiga;
  • Fraqueza;
  • Início súbito de febre;
  • Náuseas;
  • Vômitos.

Embora muitas pessoas melhorem após esses sintomas iniciais, cerca de 15% delas passam por um período assintomático e depois desenvolvem uma forma mais grave de febre amarela. São outros sintomas que devem ser levados em consideração:

  • Febre alta;
  • Hemorragia – principalmente a partir do trato gastrintestinal;
  • Icterícia;
  • Insuficiência de múltiplos órgãos.

Identificado esses sintomas, é necessário procurar a assistência médica o mais rápido possível.

Transmissão da febre amarela

O vírus da febre amarela tem sua transmissão feita por meio da picada dos mosquitos transmissores infectados, ou seja, essa doença não é transmissível de pessoa para pessoa.

Como dito anteriormente, os mosquitos responsáveis pela febre amarela separam-se em dois ciclos epidemiológicos de transmissão: o silvestre e o urbano. Mesmo com essa classificação, é importante afirmar que a doença tem as mesmas características etiológicas, clínicas, imunológicas e fisiopatológicas.

De todo modo, os dois ciclos se diferem pelos hospedeiros. No ciclo silvestre, os macacos são os principais hospedeiros e amplificadores do vírus, em que os mosquitos com hábitos estritamente silvestres são os vetores. No ciclo urbano, por outro lado, o homem é o único hospedeiro – acidental ainda, pois adentra em áreas de mata – e o vetor é o mosquito já bastante conhecido da população: o Aedes aegypti infectado.

Os sintomas começam a se apresentar entre 3 a 6 dias após a infecção.

Tratamento da febre amarela: ela tem cura?

Sintomas da febre amarela: veja aqui quais são os mais comuns.

Há cura para a febre amarela, desde que ela seja tratada de maneira adequada. Vale frisar que uma vez que uma pessoa teve a doença, ela estará imunizada contra ela.

O tratamento funciona com relação aos seus sintomas, tomando-se cuidado na assistência ao paciente, que deverá tomar várias precauções, tais como a permanência em repouso, reposição de líquidos e perdas sanguíneas, quando for necessário.

Por isso, é possível que o paciente precise ficar sob hospitalização ou ainda em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), para reduzir as complicações enquanto o organismo está enfrentando o vírus e evitar o risco de óbito.

Como não existem medicamentos antivirais específicos para o vírus transmissor da febre amarela, o médico poderá prescrever remédios antitérmicos, caso haja aumento da temperatura corporal, e  analgésicos, para as dores intensas, entre outros. O que não deve ser utilizado são os anticoagulantes, pois eles podem agravar o risco de hemorragia.

No Brasil, a vacinação é indicada para as pessoas a partir dos 9 meses de idade, estando disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).

Riscos e prevenção da febre amarela

A febre amarela, como comentado, pode resultar em morte – em casos de pacientes que desenvolvem a versão grave da doença. As complicações que a infecção da febre amarela pode causar são:

  • Coma;
  • Delírio;
  • Icterícia;
  • Insuficiência hepática;
  • Insuficiência renal.

Depois da fase tóxica da febre amarela, a fadiga e a icterícia permanecem por alguns meses. Outros riscos e complicações incluem as infecções bacterianas secundárias, como é o caso das infecções sanguíneas ou pneumonia.

A vacinação contra a febre amarela é uma das atitudes mais conscientes. Na realidade, é a forma mais importante, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, para se prevenir contra essa doença, principalmente para quem mora ou irá viajar para uma área com indícios de febre amarela ou que solicite tal vacina.

Outras medidas existem e servem para ajudar na prevenção da febre amarela e no combate ao vetor, como:

  1. Evitar áreas pantanosas e florestas, onde os mosquitos especialmente habitam;
  2. Optar por roupas que cubram o corpo todo;
  3. Usar repelente de insetos;
  4. Apostar em mosquiteiros.

Cada indivíduo pode ter consciência sobre o cuidado adequado com o lixo e com os depósitos de água parada, para que não haja proliferação dos mosquitos.

A ocorrência da doença está sendo noticiada com bastante frequência nas mídias. Fique de olho nas atualizações e novidades e procure se proteger sempre!


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