Tipos de diabetes – Tipo 1 e tipo 2 – Quais as diferenças?

A diabetes consiste em uma doença que altera o funcionamento do organismo e ocasiona complicações. Todo o processo inicia-se no pâncreas, órgão esse que fica localizado atrás do estômago e é responsável pela produção de alguns hormônios, como a insulina, por exemplo. Em indivíduos normais, quando o nível de glicose no sangue aumenta, as células chamadas de beta produzem insulina com o objetivo de regular o açúcar que circula pela corrente sanguínea.

A diabetes tipo 1, geralmente, aflige crianças e adolescentes. Além disso, é chamada de doença autoimune devido o ataque do sistema imunológico às células beta. Nessa perspectiva, pouca ou nenhuma insulina é liberada para o organismo e, portanto, a glicose não é absorvida pelas células.  No que tange à diabetes tipo 2, é o tipo mais comum e surge quando o organismo não consegue usar a insulina produzida de forma correta ou então quando o organismo não fabrica hormônio suficiente para conseguir controlar glicemia.

Diabetes

Diabetes tipo 1

Causas

A diabetes tipo 1 acomete o indivíduo porque o sistema imunológico destrói as células que são responsáveis pela fabricação de insulinas, sejam elas, as beta-pancreáticas. Nesse sentido, as pessoas com diabetes tipo 1 não pode fazer a sua própria insulina em quantidades adequadas.

Tendo que a insulina é necessária para levar o açúcar do sangue às células, no diabetes tipo 1, as células beta produzem pouca ou nenhuma insulina e isso faz com que a glicose não entre nas células e se acumule no sangue.

Sintomas

Em indivíduos que têm diabetes tipo 1, os sintomas aparecem rapidamente. Sejam eles:

  1. Nervosismo;
  2. Vontade de urinar a todo momento;
  3. Perda de peso (podendo ocorrer até mesmo com apetite acima do normal);
  4. Sede intensa;
  5. Fadiga;
  6. Apetite constante
  7. Fraqueza;
  8. Alterações de humor;
  9. Náuseas;
  10. Vômitos.

Muitas vezes é diagnosticada na infância e é tratada com injeções de insulina, não podendo, assim, ser controlada com outro medicamento.

 Tratamentos

O tratamento adequado consiste em manter uma vida saudável e controlar a glicemia, visando sempre complicações da doença. Os principais cuidados para os indivíduos que têm diabetes tipo 1 são:

1 – Praticar atividades físicas: É sabido que a prática regular de atividades físicas faz muito bem para a saúde. Para as pessoas que têm diabetes, é essencial para manter os níveis de açúcar no sangue controlados e afastar a possibilidade de ganhar peso.

Cabe ressaltar que pessoas com a glicemia muito baixa não devem iniciar atividades físicas sem antes consultar um profissional, haja vista o risco de baixar ainda mais os níveis. O ideal é iniciar com a prática de atividades físicas leves, visto que, quando o gasto calórico é maior do que a reposição de nutrientes após o treino, pode haver a hipoglicemia.

2 – Controlar a dieta: Doces e carboidratos, como pizzas, massas, pães e macarrão, por exemplo, devem ser evitados, visto o alto índice glicêmico. Quando um alimento tem o índice glicêmico muito baixo, acontece um retardo de absorção da glicose e, quando é alto, essa absorção é veloz e acelera o aumento das taxas de glicose no sangue.

Sendo assim, opte pelos carboidratos complexos, como castanhas, nozes e grãos integrais, que serão absorvidos de uma maneira mais lenta.

3 – Verificar a glicemia: Todas as pessoas que têm diabetes tipo 1 precisam tomar insulina diariamente. Contudo, é fundamental fazer o autoexame para verificar a sua glicose em casa ou onde quer que esteja com o uso de um glicosímetro. Esse aparelho consiste em um pequeno aparelho capaz de medir a concentração exata de glicose no sangue.

Remédios

Os medicamentos mais usados para o tratamento de diabetes tipo 1 são:

– Glifage;

– Glifage XR;

– Metformina.

Lembre-se que apenas um médico poderá indicar um medicamento específico para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Busque seguir à risca as orientações e nunca se automedique.

Diabetes tipo 2

Causas

O organismo de pessoas com diabetes tipo 2 apresenta níveis insuficientes de insulina, além de má assimilação do hormônio pelas células do corpo. Nesse sentido, os níveis de glicose ou de açúcar no sangue ficam elevados.

As causas da doença são proporcionais ao estilo de vida da pessoa, como sedentarismo, alimentação inadequada e tabagismo. Contudo, em alguns casos, a hereditariedade pode exercer grande influência.

Sintomas

Tendo em vista que os sintomas da diabetes dessa classificação se desenvolvem lentamente, os sintomas podem surgir depois de anos. Diante disso, preste atenção aos indícios abaixo:

  1. Apetite constante;
  2. Perda de peso;
  3. Feridas que demoram a cicatrizar;
  4. Fadiga extrema;
  5. Formigamento nos pés;
  6. Visão embaçada;
  7. Vontade frequente de urinar;
  8. Disfunção erétil;
  9. Infecções fúngicas;
  10. Vontade frequente de urinar.

Tratamentos

Considerando que a diabetes não possui uma cura definitiva, o tratamento requer um acompanhamento multidisciplinar e isso inclui mudanças no hábito de vida para manter sob controle os níveis de glicose. Nessa perspectiva, esses indivíduos deverão:

– Manter uma dieta controlada: os diabéticos devem optar por uma alimentação rica em fibras e com baixo teor de gordura, como frutas e vegetais. Além disso, é essencial limitar os açúcares presentes nos doces e carboidratos simples.

Um nutrólogo e/ou nutricionista poderá auxiliar o paciente nesse processo de mudança alimentar e elaborar uma deita adequada de acordo com a necessidade e preferência de cada um.

– Fazer exercícios regularmente: atividades físicas ajudam a reduzir as taxas de glicemia, além de favorecer o emagrecimento. No entanto, antes de iniciar qualquer atividade física, é fundamental consultar um médico a fim de saber qual modalidade é a mais apropriada.

Pequenas mudanças de hábitos diários poderão ajudar aos pacientes a adquirirem melhor qualidade de vida, como trocar o elevador pela escada, trocar o transporte coletivo por uma caminhada ou, ainda, deixar o carro em casa ao fazer compras.

Lembre-se de verificar a taxa de glicemia e fazer um lanche antes de se exercitar para prevenir um quadro de hipoglicemia.

– Controlar e verificar a glicemia: esse procedimento é fundamental no tratamento da doença, visto que, a partir do monitoramento da glicemia, será possível entender a resposta do organismo para os alimentos, medicamentos e atividades físicas.

A medição pode ser feita em casa através de sistemas portáteis de monitorização da glicose, mas esse aparelho deverá ser adquirido e utilizado sob orientação médica. Outro fator que merece atenção é a meta glicêmica, que será estabelecida durante a visita ao médico e servirá como base para identificar irregularidades da glicose no sangue.

– Cuidar da higiene bucal – diabéticos são mais suscetíveis a desenvolver doenças periodontais em virtude da facilidade do surgimento de bactérias oriundas de altas taxas de açúcar no sangue. Posto isso, é essencial evitar o acúmulo dessas bactérias. No entanto, caso surja alguma doença, como gengivite ou periodontite, por exemplo, pode ser necessário fazer uma cirurgia ou até mesmo extrair os dentes.

Remédios

Diferente do que ocorre nos casos de Diabetes tipo 1, a aplicação de insulina nem sempre será indicada no tipo 2. O médico possui um papel fundamental na vida do diabético, haja vista que apenas ele poderá solicitar uma combinação de hormônios a partir das necessidades do paciente. Além disso, a prescrição médica também indicará horários e dosagens específicas.

Dependendo do caso, pode ser que o médico prescreva alguns medicamentos. Contudo, cabe ressaltar que a medicação não exime o paciente de praticar atividades físicas e adotar uma dieta balanceada.

Ser diabético requer cuidados constantes, como controlar o peso, fazer um autoexame diário nos pés e controlar a glicemia. Mas aceitar e compreender é fundamental para que o paciente conviva com a doença de maneira mais simples possível.


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